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	<title>Arquivos Psicanálise - Horizontes Prevenção e Terapia</title>
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	<description>Psicologia - Fonoaudiologia - Psicopedagogia</description>
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	<title>Arquivos Psicanálise - Horizontes Prevenção e Terapia</title>
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		<title>O conceito de sintoma na psicanálise – uma revisão*</title>
		<link>https://clinicahorizontes.com.br/o-conceito-de-sintoma-na-psicanalise-uma-revisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Horizontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2020 02:01:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[estágio clínico]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar em sintoma, para a maioria das pessoas, pode ser o mesmo que falar em doença. Podemos pensar, então, que, [&#8230;]</p>
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<p>Falar em sintoma, para a maioria das pessoas, pode ser o mesmo que falar em doença. Podemos pensar, então, que, se resolvemos o sintoma, curamos a doença? A resposta para esta questão é muito mais complexa do que podemos pensar, mas vamos lá, afinal, quem de nós não tem seu sintoma de estimação?<br>Na prática da psicoterapia psicanalítica, os sintomas podem ser entendidos como atos, muitas vezes indesejados, que causam desprazer e sofrimento, gerando todo um dispêndio de energia e alguma (ou muita) paralisação do indivíduo na sua vida em geral.<br>Freud, ao longo de sua obra, nos mostra que os sintomas são resultado de um conflito psíquico, ou seja, há uma busca de satisfação de libido. Ele nos mostra que duas forças entraram em luta e que o sintoma seria uma forma delas se reconciliarem através de um acordo.<br>A psicanálise ensina que não podemos tomar um sintoma ao pé da letra, pois trata-se sempre de uma outra coisa. Se fizermos isso, corremos o risco de perder de vista o discurso do indivíduo, que vai mostrar, este sim, quais as desordens que existem na sua vida. Sintomas são, então, como sonhos: enigmas que precisam ser decifrados. Todo sintoma tem valor de linguagem e aparece para exprimir o que o indivíduo ainda não pode dizer em palavras.<br>Antes de 1900, o conceito surge para Freud através das pacientes histéricas que convertem no corpo suas dores psíquicas que não vinham à consciência, mas que traziam fatos de suas histórias de sexualidade infantil. Entre 1900 e 1920, Freud fala do sintoma como um conflito, uma angústia, uma expressão de algo que existia internamente, mas que não estava sendo administrado por mecanismos de defesa. Assim como nos sonhos, o sintoma funciona como uma opção para a realização de desejos, e aparece como alternativa de acesso ao inconsciente.<br>Após 1920, o sintoma se apresenta de duas formas: pode demonstrar incômodo e sofrimento visível, ou aparecer no sujeito de forma funcional (fazendo parte do funcionamento da personalidade e sendo assim muito difícil para este indivíduo abrir mão dele).<br>Depois de Freud, diversos autores contribuem para o entendimento do sintoma, como veremos alguns a seguir.<br>1 &#8211; Melanie Klein: importantes aspectos dessa teoria, como a fantasia inconsciente, a relação entre objetos, a ansiedade/angústia e as suas defesas, são base para a formação do sintoma. A teoria enfatiza a relação do mundo interno do indivíduo com os objetos internos (da fantasia), o mundo externo e as experiências de gratificação e frustração na formação da vida psíquica. Tais relações originam-se ao nascimento do bebê e permanecem ao longo da vida do indivíduo.<br>A ansiedade é entendida como resposta psíquica ao conflito entre pulsões de vida e morte. Conforme o desenvolvimento psíquico e neurocognitivo do indivíduo, há mudanças na qualidade das relações de objeto, assim como modificações do tipo de ansiedade. Inicialmente, a ansiedade é de aniquilação, inata e representa o temor de ter o ego desintegrado por um objeto situado dentro do ego. Na defesa contra a ansiedade oriunda da pulsão de morte, o indivíduo pode deslocá-la, na forma de agressividade para o objeto externo e passa a temer a retaliação por parte deste (e ser aniquilado).<br>Com a melhor percepção do objeto externo (que possui ambivalências, que pode ser bom e mau como uma pessoa inteira), a ansiedade passa a ser por medo de perda do objeto por ataques feitos pelo indivíduo em fantasia. A ansiedade e a agressividade nas relações de objeto, simbolizadas pelo sintoma, podem ser compreendidas e interpretadas no tratamento por meio da transferência e do brinquedo.</p>



<p>2 &#8211; Winnicott: ele defende que o desenvolvimento saudável do indivíduo depende de um ambiente suficientemente bom no início da vida, que propicie o amadurecimento do bebê respeitando o seu ritmo. Tais cuidados são oferecidos por uma mãe ou cuidador suficientemente bom, aquela que sabe dosar a medida de acolhimento e de frustração necessárias para o bebê ter um desenvolvimento saudável.<br>No início, o bebê depende totalmente dos cuidados desta mãe e, aos poucos, caminha rumo à independência. Para isto, o ambiente necessita adaptar-se totalmente às necessidades do recém-nascido. O oposto disso será um ambiente ruim, aquele que não respeita o ritmo do bebê, transformando-se em uma invasão contra a qual o bebê terá de reagir. São estas falhas no desenvolvimento emocional primitivo que darão lugar ao sintoma na teoria de Winnicott.<br>3 &#8211; Lacan: Para Lacan, o sintoma pode ser compreendido de três formas:</p>



<ol class="wp-block-list"><li>Como mensagem endereçada ao outro (mensagem-metáfora): é através da palavra que se desvela o sentido que a mensagem-sintoma escancara e esconde; o sintoma só tem sentido através de sua relação com outro significante. Portanto, o sintoma é uma linguagem, cuja fala precisa ser libertada. E é somente no contato com o outro que isso pode acontecer.</li><li>Como modo de gozo: mesmo depois de ter seu sintoma decodificado pela interpretação, o sujeito pode não querer renunciar a ele. É a esse resto do desvendamento significante que Lacan dá o nome de gozo, confirmando Freud que já havia demonstrado que o neurótico, ainda que demande a cura, não só não a quer como se agarra ao gozo do seu sintoma.</li><li>Como produção e invenção do sujeito: um sintoma é um saber de si inconsciente e o papel da psicanálise não se limita a desvelar o sentido disso, mas deve trabalhar para neutralizar a cadeia significante que alimenta a produção do sintoma.<br>Assim, se pudermos olhar para o indivíduo além de seus sintomas e comportamentos, e nos interessarmos por quem ele realmente é e o que ele nos conta, tentando descobrir juntos do que ele realmente está falando, ajudaremos demais nesta jornada de autoconhecimento.</li></ol>



<p>*Texto elaborado pela equipe de estágio em psicologia clínica da Clínica Horizontes (coord. Edda Petersen, Renata Rehm, Renata Gonzalez, Karin Richter, Amanda Klimick, Gabriela Disegna, Taina Barbosa, Lucas Perusso, Marilei Zanini), e com contribuição das professoras de fundamentos psicanalíticos de Winnicott e Melanie Klein Ana Cláudia Menini e Richelle Albrecht do curso de formação em psicoterapia de orientação analítica de crianças, adolescentes e adultos do Instituto Horizontes.<br>Bibliografia utilizada pelos estagiários: “O Conceito de Sintoma na Psicanálise: uma introdução” &#8211; BORBA MAIA, A.; PEREIRA DE MEDEIROS, C.; FONTES, F. Revista estilos da clínica, 2012</p>
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		<title>SEGREDOS E MENTIRAS EM FAMÍLIA</title>
		<link>https://clinicahorizontes.com.br/segredos-e-mentiras-em-familia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Equipe Horizontes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2015 14:22:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento psicoterápico]]></category>
		<category><![CDATA[familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[segredos familiares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando pensei em escrever sobre este assunto lembrei-me da frase de uma pessoa que conheci que dizia o seguinte: &#8220;Quando [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.clinicahorizontes.com.br/wp-content/uploads/cochichando.gif"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-medium wp-image-554 aligncenter" src="http://www.clinicahorizontes.com.br/wp-content/uploads/cochichando-300x213.gif" alt="Segredos e mentiras em família" width="300" height="213" /></a>Quando pensei em escrever sobre este assunto lembrei-me da frase de uma pessoa que conheci que dizia o seguinte: &#8220;Quando criança sentia que tinha a impossível missão de colocar uma enorme pedra dentro de uma caixinha de fósforos&#8221;. Se alguma família ou membros desta tem algum segredo guardado, bem como uma mentira que se perpetua, pode gerar em seus membros, principalmente em gerações posteriores aos guardiões da verdade, uma sensação de que há algo sem nome e sem sentido. Como se tivesse que carregar uma história que não cabe em si.</div>
<p><span id="more-1692"></span></p>
<div style="text-align: justify;">Pode acontecer de um ou mais membros da família desenvolver um sintoma que anuncia que algo não se encaixa, provocando eventualmente situações de crise familiar evidenciando pactos e alianças feitos, por dois ou mais membros. Pacto que tem como objetivo a sustentação do segredo, o que causa um grande custo à família e a seus membros, mesmo quando alimentam a ilusão de proteção e sobrevivência.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Caso alguém da família crie um sintoma revela que as coisas não se encaixam, o corpo &#8220;fala&#8221; aquilo que não pode ser pensado, que não está sendo possível ser colocado em palavras nem tampouco nomeado. Geralmente repete em sua vida o que está escondido a sete chaves, podendo, inclusive, ser reeditado em gerações seguintes. Gera a sensação de ter dentro de si uma história que lhe pertence por conhecer e outra por vivências das quais não tem consciência, mas esta dentro como uma história “estranha” da qual não sabe de onde surgiu. Freud em 1919 num artigo intitulado de &#8220;O estranho&#8221;, afirma que o estranho não é nada novo, e sim secretamente familiar que há muito se estabeleceu na mente, mas foi excluído por um processo chamado recalcamento que tenta excluir o inexplicado, mas que de alguma forma tenta retornar.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Todos nós, construindo pouco a pouco, em nossa existência histórias familiares a partir de versões contadas, vividas, sentidas, percebidas e mesmo fantasiadas. Em dado momento as histórias se encaixam, como peças de quebra-cabeça, dando sentido à figura. Somos capazes de entender as perdas, as uniões, as origens e etc. Caso haja uma mentira ou segredo, as peças deste quebra-cabeça passam a não se encaixar, ficando uma &#8220;impossível missão de colocar uma enorme pedra dentro de uma caixinha de fósforos&#8221;. E o que fazer então com isso?</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">A família ou o membro que desenvolveu o sintoma precisa realizar um imenso trabalho, ou seja, pensar o impensado, dar sentido aquilo que está sem sentido, significar às sensações, percepções “estranhas”, explicar o que não está bem claro, nomear as tantas versões criadas. É um trabalho árduo, mas certamente pode ajudar às famílias e as gerações seguintes a não mais esbarrar em situações as quais não consiga responder. É como o trabalho de um artista que precisa esculpir uma “enorme pedra”, dar-lhe forma e nome para caber dentro de si. Para isso faz necessário a ajuda de um profissional psicólogo, psicanalista que se disponha a ajudar este indivíduo ou grupo a realizar este &#8220;processo artístico&#8221; de esculpir e dar sentido a esta história.</div>
<div></div>
<div>Patrícia Poerner Mazeron &#8211; Psicóloga (CRP 07/4714)</div>
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		<item>
		<title>O que é o TOC &#8211; Transtorno Obssessivo Compulsivo?</title>
		<link>https://clinicahorizontes.com.br/o-que-e-o-toc-transtorno-obssessivo-compulsivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[arsnova]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2014 12:27:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Orientação Profissional]]></category>
		<category><![CDATA[Psicodiagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicopedagogia]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento psicoterápico]]></category>
		<category><![CDATA[disturbio psiquiatrico]]></category>
		<category><![CDATA[familiares]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[toc]]></category>
		<category><![CDATA[transtorno obssessivo compulsivo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>   TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade    descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="color: #515255;"><a href="http://www.clinicahorizontes.com.br/wp-content/uploads/home-tic-toc.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-268 size-medium" src="http://www.clinicahorizontes.com.br/wp-content/uploads/home-tic-toc-300x152.jpg" alt="home-tic-toc" width="300" height="152" /></a>   TOC, ou transtorno obsessivo-compulsivo, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade    descrito no “Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais -DSM.IV” da Associação de Psiquiatria Americana. A principal característica do TOC é a presença de crises recorrentes de obsessões e compulsões.</p>
<p style="color: #515255;">   Entende-se por obsessão pensamentos, ideias e imagens que invadem a pessoa insistentemente, sem que ela queira. Como um disco riscado que se põe a repetir sempre o mesmo ponto da gravação, eles ficam patinando dentro da cabeça e o único jeito para livrar-se deles por algum tempo é realizar o ritual próprio da compulsão, seguindo regras e etapas rígidas e pré-estabelecidas, que ajudam a aliviar a ansiedade. <span id="more-1672"></span></p>
<p style="color: #515255;">Alguns portadores dessa desordem acham que, se não agirem assim, algo terrível pode acontecer-lhes. No entanto, a ocorrência dos pensamentos obsessivos tende a agravar-se à medida que são realizados os rituais e pode transformar-se num obstáculo não só para a rotina diária da pessoa como para a vida da família inteira.</p>
<p style="color: #515255;">Em geral, os rituais  se desenvolvem nas áreas da limpeza, checagem ou conferência, contagem, organização, simetria, colecionismo, e podem variar ao longo da evolução da doença.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Classificação</strong></p>
<p style="color: #515255;">Existem dois tipos de TOC:</p>
<p style="color: #515255;">a) Transtorno obsessivo-compulsivo subclínico – as obsessões e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa;</p>
<p style="color: #515255;">b) Transtorno obsessivo-compulsivo propriamente dito: as obsessões persistem até o exercício da compulsão que alivia a ansiedade.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Causas</strong></p>
<p style="color: #515255;">As causas do TOC não estão bem esclarecidas. Certamente, trata-se de um problema multifatorial. Estudos sugerem a existência de alterações na comunicação entre determinadas zonas cerebrais que utilizam a serotonina. Fatores psicológicos e histórico familiar também estão entre as possíveis causas desse distúrbio de ansiedade.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Sintomas</strong></p>
<p style="color: #515255;">Em algumas situações, todas as pessoas podem manifestar rituais compulsivos que não caracterizam o TOC. O principal sintoma da doença é a presença de pensamentos obsessivos que levam à realização de um ritual compulsivo para aplacar a ansiedade que toma conta da pessoa.</p>
<p style="color: #515255;">Preocupação excessiva com limpeza e higiene pessoal, dificuldade para pronunciar certas palavras, indecisão diante de situações corriqueiras por medo que uma escolha errada possa desencadear alguma desgraça, pensamentos agressivos relacionados com morte, acidentes ou doenças são exemplos de sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Frequência</strong></p>
<p style="color: #515255;">Em geral, só nove anos depois que manifestou os primeiros sintomas, o portador do distúrbio recebe o diagnóstico de certeza e inicia do tratamento. Por isso, a maior parte dos casos é diagnosticada em adultos, embora o transtorno obsessivo-compulsivo possa acometer crianças a partir dos três, quatro anos de idade.</p>
<p style="color: #515255;">Na infância, o distúrbio é mais frequente nos meninos. No final da adolescência, porém, pode-se dizer que o número de casos é igual nos dois sexos.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Tratamento</strong></p>
<p style="color: #515255;">O tratamento pode ser medicamentoso e não medicamentoso. O medicamentoso utiliza antidepressivos inibidores da recaptação de serotonina. São os únicos que funcionam.</p>
<p style="color: #515255;">A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem não medicamentosa com comprovada eficácia sobre a doença. Seu princípio básico é expor a pessoa à situação que gera ansiedade, começando pelos sintomas mais brandos. Os resultados costumam ser melhores quando se associam os dois tipos de abordagem terapêutica.</p>
<p style="color: #515255;">É sempre importante esclarecer o paciente e sua família sobre as características da doença. Quanto mais a par estiverem do problema, melhor funcionará o tratamento.</p>
<p style="color: #515255;"><strong>Recomendações</strong></p>
<p style="color: #515255;">* Não há quem não tenha experimentado alguma vez um comportamento compulsivo, mas se ele se repete a ponto de prejudicar a execução de tarefas rotineiras, a pessoa pode ser portadora de transtorno obsessivo-compulsivo e precisa de tratamento;</p>
<p style="color: #515255;">* Crianças podem obedecer a certos rituais, o que é absolutamente normal. No entanto, deve chamar a atenção dos pais a intensidade e a frequência desses episódios. O limite entre normalidade e TOC é muito tênue;</p>
<p style="color: #515255;">* Os pais não devem colaborar com a perpetuação das manias e rituais dos filhos. Devem ajudá-los a enfrentar os pensamentos obsessivos e a lidar com a compulsão que alivia a ansiedade;</p>
<p style="color: #515255;">* O respeito a rituais do portador de TOC pode interferir na dinâmica da família inteira. Por isso, é importante estabelecer o diagnóstico de certeza e encaminhar a pessoa para tratamento;</p>
<p style="color: #515255;">* Esconder os sintomas por vergonha ou insegurança é um péssimo caminho. Quanto mais se adia o tratamento, mais grave fica a doença.</p>
<p style="color: #515255;">Fonte: drauziovarella.com.br</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Considerações sobre o lugar dos pais na psicoterapia de crianças e adolescentes</title>
		<link>https://clinicahorizontes.com.br/consideracoes-sobre-o-lugar-dos-pais-na-psicoterapia-de-criancas-e-adolescentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Edda Petersen]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Oct 2013 23:31:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[Annie Stürmer]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedades]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento psicoterápico]]></category>
		<category><![CDATA[avaliação psicoterápica]]></category>
		<category><![CDATA[conflitos]]></category>
		<category><![CDATA[familiares]]></category>
		<category><![CDATA[fantasias]]></category>
		<category><![CDATA[Maria da Graça Kern Castro]]></category>
		<category><![CDATA[O Lugar dos Pais na Psicoterapia de Crianças e Adolescentes]]></category>
		<category><![CDATA[pais]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[responsáveis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao recebermos uma criança para avaliação, recebemos também seus pais, seus avós, seus irmãos, seu ambiente, de forma concreta ou não. Estes são fatores importantes, até mesmos decisivos, para o sucesso ou fracasso de uma psicoterapia.</p>
<p>O post <a href="https://clinicahorizontes.com.br/consideracoes-sobre-o-lugar-dos-pais-na-psicoterapia-de-criancas-e-adolescentes/">Considerações sobre o lugar dos pais na psicoterapia de crianças e adolescentes</a> apareceu primeiro em <a href="https://clinicahorizontes.com.br">Horizontes Prevenção e Terapia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img decoding="async" class="alignright size-full wp-image-31" alt="pais_e_filhos" src="http://www.clinicahorizontes.com.br/wp-content/uploads/2014/03/pais_e_filhos.jpg" width="298" height="299" />Ao recebermos uma criança para avaliação, não a recebemos apenas. Recebemos também seus pais, seus avós, seus irmãos, seu ambiente, de forma concreta ou não. E todas estas pessoas se tornam fatores importantes, até mesmos decisivos, para o sucesso ou fracasso de uma psicoterapia.</p>
<p><span id="more-1661"></span>Na maioria dos casos onde há procura por atendimento psicoterápico, os pais/responsáveis já realizaram um sem número de tentativas de ajuda para esta criança que está em sofrimento. Também vemos como as famílias fazem tentativas de se adaptarem ao comportamento sintomático que seus pequenos membros apresentam, e se o terapeuta não for sensível o suficiente para compreender toda esta cadeia, pode ter dificuldades em executar o que se propõe.</p>
<p>Percebemos, muitas vezes, que não há somente o comportamento do paciente, mas também a bagagem que esta família carrega. Como lidar com as semelhanças e também com as diferenças? Observações como “ele é igual a mim quando eu tinha esta idade” são frequentes no discurso dos pais.</p>
<p>Devemos pensar também nas relações vinculares que como terapeutas estabelecemos com os familiares de nossos pacientes, nos questionando sempre sobre quem é o nosso paciente. Pela sensibilidade de muitas crianças, estas podem nomear a doença da família, tornando-se depositárias de uma bagagem que nem sempre é só delas.</p>
<p>Todos escutamos, ao atendermos crianças principalmente, o quão rápido é o retorno que elas apresentam, tanto em questões vinculares como em melhora sintomática, e se isto não estiver sendo bem trabalhado com os pais/responsáveis, para que se sintam também acolhidos e entendidos, é como se faltasse uma parte do tripé paciente – terapeuta – família.</p>
<p>Os conflitos, ansiedades, fantasias vão sendo desvendados e vão recebendo um destino com o passar do tempo e do tratamento. Isto mostra como se torna importante um contato sólido e frequente com os familiares, uma vez que podemos notar que quando um membro do grupo familiar está em psicoterapia, os outros familiares também podem ter benefícios em razão disto.</p>
<p>Nos vínculos estabelecidos com os familiares, somos tomados por situações onde reagimos a estes. Podemos nos identificar mais com um do que com outro e tudo isto serve para comunicar e também é material de trabalho. As reações contratransferenciais não se dão apenas com o paciente ao qual atendemos, mas também com seus pais/responsáveis.</p>
<p>No capítulo “O Lugar dos Pais na Psicoterapia de Crianças e Adolescentes” do livro Crianças e Adolescentes em Psicoterapia – a Abordagem Psicanalítica das autoras Maria da Graça Kern Castro e Annie Stürmer, estas citam o exemplo da escola francesa, onde a criança busca se identificar com o que imagina ser o desejo materno. E como trabalhar só com a criança, no momento em que também temos este desejo influenciando nela? Desejo que muitas vezes é inconsciente até mesmo para os pais?</p>
<p>Uma mãe pode estar, por exemplo, num sofrimento bastante significativo ao sentir a filha num movimento de separação / individuação que pode estar sendo trabalhado em psicoterapia, pois pode se dar conta, ao se trabalhar esta questão nas sessões com os pais, que ela (a mãe) ainda não está pronta para passar por este processo.</p>
<p>Nas questões transgeracionais, o terapeuta pode estar no lugar de um terceiro, que interdita algumas repetições e que ajuda a que se tire os fantasmas de dentro do armário.</p>
<p>O terapeuta de crianças e adolescentes precisa ter uma postura mais flexível, assim como estar atento para o caso de necessitar utilizar recursos que talvez com um adulto não pensasse em utilizar. Penso que devemos ter a capacidade de sermos terapeutas suficientemente bons, com a plasticidade necessária para irmos e virmos com nossos pacientes e também com seus pais, que apesar de serem grandes em tamanho, muitas vezes se sentem e se mostram tão desamparados.</p>
<p>Também penso ser fundamental que entendamos os limites que se apresentam, como o fato de que por mais que desejemos ajudar uma criança que possa estar em sofrimento emocional, apenas o nosso desejo e a nossa habilidade podem não ser suficientes, pois existe a figura real dos pais e que estes são determinantes para as decisões a serem tomadas quanto ao tratamento de seus filhos.</p>
<p>__<br />
* Texto elaborado com base no capítulo “O Lugar dos Pais na Psicoterapia de Crianças e Adolescentes” do livro Crianças e Adolescentes em Psicoterapia – a Abordagem Psicanalítica, das autoras Maria da Graça Kern Castro e Annie Stürmer, 2009, editora artmed.</p>
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